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Por: João Barreiros |
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A
verdadeira história do Skimming (também conhecido
por Skimboarding, Skimboard ou somente Skim) não é
conhecida pela maioria das pessoas, mesmo as mais familiarizadas
com este desporto. Através de uma antiga revista americana,
a “Skimboard”, adquirida por Miguel Rato em finais
dos anos 80 tive conhecimento dessa história.
Numa reportagem, a que deram o nome de “The early days
30’s to the 60’s”, o jornalista e
skimista californiano entrevistou Jim Kauer, um dos verdadeiros
pioneiros desta modalidade. Jim, que morava em Los Angeles,
era jovem nos anos 30 e deslocava-se frequentemente à
praia com os amigos. Como todos os jovens a procura de divertimento
era o mais importante e foi assim que surgiram as primeiras
pranchas de Skimming (estas eram feitas pelos próprios
em madeira e trabalhadas para deslizar melhor na maré
vazia). |
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Foto
retirada da revista "SKIMBOARD" USA |
Foto
retirada da revista "SKIMBOARD" USA |
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Os muitos turistas que passeavam nessas famosas praias ficavam
espantados com o que fazíamos com essas pequenas pranchas,
diz Jim com alguma nostalgia. Os anos foram passando e este
divertimento começou a ser praticado por muitos jovens
que viviam perto das praias ao longo da costa da Califórnia.
Com o desenvolvimento tecnológico provocado pela 2ª
Guerra Mundial, surgiram novos materiais derivados do petróleo
(resina, fibra de vidro, etc) e a invenção do
contraplacado em madeira.
As pranchas, ainda somente em madeira, já tinham novos
formatos e melhores acabamentos.
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Foi
no inicio da década de 70, com o aparecimento da espuma
de poliuretano (foam), que tudo se modificou. As pranchas
de Surf, anterior-mente feitas em balsa, eram agora feitas
com esse novo material tornando-as mais leves permitindo manobras
nunca antes vistas, executadas pelos muitos surfistas que
já havia na altura. |
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Foto
retirada da revista
"SKIMBOARD" USA |
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Esses
surfistas ficavam sem ter com que se divertirem quando não
havia ondas ou elas só quebravam junto da areia (shore
breack). Na praia de Laguna Beach Tex Haines, um californiano
local, começou a fabricar pranchas de Skimming com esse
material. Com essas novas pranchas eles conseguiam, partindo
da praia e aproveitando o efeito aquaplaning que a água
faz na areia, alcançar as ondas e com isso executarem
manobras em muito idênticas às do Surf. Foi o grande
boom do Skimming que passou a ser visto, não como exclusivamente
um divertimento para miúdos, mas um desporto promissor
e espectacular. Laguna Beach tornou-se na meca deste novo desporto
devido às suas óptimas condições
para a sua prática e Tex Haines foi considerado por muitos
o seu verdadeiro “pai”. O eco desse boom chegou
à Europa (principalmente a Portugal e França)
no inicio da década de 80. |
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Miguel
Rato
com uma das suas
primeiras pranchas.
Praia de Stº Amaro de Oeiras.
Foto de: Jorge Aguiar |
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Em
Portugal, foi Miguel Rato um dos seus primeiros praticantes,
aproveitando as boas praias da Linha do Estoril, principalmente
a de Oeiras de onde era local. Em 1986 começei a fabricar
as primeiras pranchas com a marca Folha. Na altura eram pequenas
e feitas em madeira e resina, somente para deslizar na maré
vazia. Foi só nos finais de 80, depois de conhecer
o Miguel no 1º campeonato organizado no nosso país
(praia do Guincho, 1989) por um clube de Surf da Linha do
Estoril (APSSOC) e apoiado pela revista Surf Magazine, que
vi as primeiras pranchas grandes feitas em contraplacado curvado
(fibradas com fibra de vidro) próprias para ir às
ondas e feitas por ele.
A partir daí desenvolvi os meus modelos e comecei a
organizar campeonatos. Os primeiros foram realizados na praia
de S. Pedro do Estoril, que se tornou rápidamente na
preferida dos skimistas portugueses. |
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Os primeiros campeonatos da Folha foram realizados em 1991.
Na foto Nuno Barros a receber um troféu.
Praia de S. Pedro do Estoril
Foto de: Miguel Rato |
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Estávamos
em 1992 e juntamente com o Miguel e outros skimistas portugueses
deslocámo-nos a França para participar numa
competição na praia de Vieux Bocaux (sul de
França, perto de Biarritz). Não conhecíamos
os franceses nem o seu nível e na altura ainda só
tínhamos os modelos de madeira, ao contrário
deles que já tinham alguns em foam. Apesar dessa desvantagem
o nosso nível era superior, até porque os franceses
limitavam-se a fazer saltos e nós já praticávamos
o Skimming de ondas.
Foi o inicio das competições europeias, alternando
provas em Portugal e outras em França. Nesse mesmo
ano contactámos o presidente da altura da Federação
Portuguesa de Surf sugerindo a inclusão da modalidade
na referida federação ao que ele aceitou desde
que, entre outras obrigações, os atletas se
federassem. A nossa ingenuidade foi total e o resultado claro.
O desprezo pelo Skimming era notório por parte dos
dirigentes de uma federação que nunca funcionou
bem. Tão rapidamente saímos como tínhamos
entrado.
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A
estrutura do 1º Campeonato de Skimming em França
1992. Praia de Vieux Bocaux / França
Foto de: Miguel Rato |
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Nesse
ano recebi um video dos E.U.A. que passei com grande sucesso
no meu stand na exposição da Nauticampo. Em
1995 o clube organizou o 2º Europeu, que decorreu na
praia de S. Pedro do Estoril e contou com mais de 60 concorrentes,
muitos deles vindos de França.
Nessa altura a modalidade estava na crista da onda e não
foi de estranhar o inicio da importação de
pranchas americanas através de uma firma sediada
no Estoril. Em 96 organizei uma escola de Skimming gratuita
numa praia da Costa da Caparica com o objectivo de divulgar
ainda mais esta modalidade.
Ainda
em 96, uma comitiva enorme de portugueses deslocou-se a
França onde participou no 3º Europeu sagrando-se
Miguel Santos e Joana Ferreira campeões, para grande
desolação dos franceses.
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A
escola de Skimming para iniciantes. Praia
do Hula Hula / Caparica.
Foto de: João Barreiros |
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A tribo do Skimming no Europeu de
95.
Praia de S. Pedro
do Estoril.
Foto de: Ricardo de la Justicia
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O
grande êxito que as competições estavam
a ter, com o patrocínio de marcas conceituadas como
a Coca-Cola e a m&m’s e também com o reconhecido
apoio de alguma comunicação social (Rádio
Antena 3 e SIC, em particular), chamou a atenção
da Federação Portuguesa de Surf que, com a conivência
de alguns skimistas, se auto definiu como única Entidade
legal para organizar o Circuito Nacional já que a modalidade
“estava” sobre a sua alçada. A partir de
97 o circuito nacional começou a ser organizado pela
referida federação e, previsivelmente, o número
de concorrentes caiu para os cerca de 20 por prova. Apesar
de nessa altura a modalidade passar por uma fase negativa
(com o verdadeiro espirito do Skimming a estar ausente entre
a maioria dos praticantes, possivelmente pelo êxito
ter subido à cabeça de alguns) o trabalho mais
importante estava feito e o nível dos skimistas continuou
a subir alcançando novamente vários títulos
europeus (Lino Curado) e bons resultados em provas nos E.U.A.
(de destacar as vitórias das duas melhores raparigas
lusas, Joana Ferreira e Maria João Rebelo, na categoria
de Femininos). |
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Estranhamente,
e apesar da fabricação das pranchas Folha
ter estado parada em 97, não surgiu mais nenhuma
marca nacional aproveitando o vazio criado. Em 98 retomei
a sua fabricação, já com mais e melhores
conhecimentos sobre o manuseamento da resina, fibra de vidro,
foam, etc. Mudei de instalações ao adquirir
um armazém com melhores condições para
o fabrico dos skimboards. Foi o grande salto na qualidade
das pranchas (principalmente as feitas com esse material)
até porque comecei a fazê-las com um foam diferente
(polivynil) de muito melhor qualidade e bem mais resistente
que o anterior. Este foam é usado também noutro
tipo de pranchas (waveski, windsurf, skysurf, etc), razão
pela qual os fabricantes americanos de skimboards também
o utilizam actualmente. Em 99 retomei a realização
dos campeonatos da Folha (Skimfest) e a marca na altura
começou a patrocinar dois dos melhores skimistas
nacionais, Lino Curado e Hugo Santos, permitindo a esses
atletas ter pranchas à sua medida e gosto e com isso
a Folha melhorar ainda mais os seus modelos.
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A
História do Skimming, modalidade que como vos contei
nasceu nos E.U.A. nas praias Californianas à mais
de 60 anos, passa certamente por muitas outras pequenas
histórias e pessoas que as viveram influenciando
o seu caminho no mundo e em Portugal em particular. Com
o intuito de unificar e organizar definitivamente esta modalidade
os americanos criaram uma associação internacional
a que deram o nome de Skim Association e editaram a revista
Skim Magazine. Em finais desse mesmo ano, reuni-me com o
presidente da altura da F. P. S. e decidi, esquecendo as
nossas divergências do passado, colaborar na organização
das provas desse ano (Circuito Nacional e Europeu). O ano
de 2000 marca portanto, quanto a mim, uma viragem positiva
no que se refere às competições oficiais
desta modalidade uma vez que a federação,
finalmente reconhecendo os erros e equívocos do passado,
modificou a sua atitude em relação a este
desporto que em anos anteriores tanto mal tratou. Na realidade,
as provas do Circuito e do Europeu desse ano, embora ainda
com algumas deficiências (poucas etapas, prémios
baixos, etc), correram bastante bem. A comprovar isto está
a subida do número de inscritos, chegando a alcançar
os 40 na última etapa, e o entusiasmo com que os
atletas participaram nas várias provas.
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Hugo
santos (azul) e Lino Curado (cinzento) patrocinados da Folha
na altura foram os grandes dominadores das provas de 2000.
Para 2001, João Dinis (no meio) prometia modificar
esse cenário. Praia de Sta Cruz
Foto de: Rui Assunção
Mª João Rebelo dominou
o circuito de 2000 na categorias de Femininos.
Na foto a receber o troféu das mãos de João
Barreiros. Praia de S. Pedro do Estoril
Foto de: Miguel Rato
Pedro Cruz, vencedor da categoria de Júniores, a receber
o respectivo troféu na presença de João
Barreiros, José Soares (presidente da F. P. S. na altura)
e Toninho (júri). Praia de S. Pedro do Estoril
Foto de: Miguel Rato |
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O
ano que se seguiu (2001) foi muito importante para nós
e para o Skimming mundial. A Folha Skimboards e o seu staff,
conjuntamente com a FPS, conseguiu organizar a melhor e
a mais premiada (10 000 USD) competição deste
desporto a nível mundial, a 1ª edição
da TAÇA DO MUNDO DE SKIMMING - PORTUGAL 2001 (ver
menu “Competições”).
Portugal e o Skimming nacional saíram deste evento
extremamente prestigiados, facto realçado pela reportagem
alargada que saiu na Skim Magazine. A juntar a isto, e não
menos importante, esteve o brilhante resultado dos 3 skimistas
presentes no Europeu de França (1º Lino Curado,
2º Hugo Santos e 3ª José Costa).
Pela negativa, não é para espantar, esteve
o pouco valor dado por alguma Comunicação
Social e por alguns responsáveis da FPS a este enorme
sucesso do Skimming português. O mesmo aconteceu em
relação ao Circuito nacional onde Hugo Santos
venceu categoricamente. O ano de 2002 era portanto de expectativa
para ver se as palavras ditas pelo presidente da FPS da
altura sobre o Skimming na entrega de prémios no
Mundial se confirmaria.
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Os finalistas do Mundial
Foto:Miguel
Rato |
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Bill Bryan foi o vencedor da Taça do Mundo na Praia
Grande
Foto de: Miguel Rato |
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Infelizmente
o que se confirmou foi o desprezo e a falta de respeito por
parte dos vários dirigentes dessa federação
para com esta modalidade e em especial para com os skimistas
nacionais.
A colaboração da Folha Skimboards, de mim próprio,
do meu staff com a direcção da FPS acabou e
o resultado foi o que se viu. Novamente com a conivência
e falta de carácter de alguns skimistas nacionais a
FPS (após vários adiamentos) lá organizou
2 provas, ambas em Agosto e em Sta Cruz. A primeira substituiu
o Circuito Nacional e a segunda chamou-lhe Europeu sem a participação
de atletas de outros países. A 2ª edição
da Taça do Mundo, que estava agendada para a Praia
Grande, foi anulada à última da hora para grande
desgosto de todos e um enorme vexame para Portugal, o que
não deve ter minimamente preocupado os dirigentes dessa
federação e mostrou a esses skimistas o quanto
estavam enganados. |
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Vista geral da estrutura do 1º internacional de Skimming
Foto de: André Ribeiro |
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Pela
positiva estiveram novamente os skimistas portugueses que
em terras gaulesas conseguiram novamente os 3 primeiros lugares
no verdadeiro Europeu desse ano. Hugo Santos sagrou-se pela
2º vez campeão europeu. Sem surpresa (pelo menos
para mim) em 2003 não houve competições
oficiais organizadas por quem tinha obrigação
de as fazer (F.P.S.), no entanto o pessoal de Espinho e de
Sta Cruz organizaram pela 1ª vez uma competição
ambas vencidas por Hugo Santos. Na praia da Lagoa de Albufeira
a Folha Skimboards, conjuntamente com o Skimming Sesimbra
Club, organizou o seu 1º Internacional com um record
de inscrições (75) em provas no nosso país
a confirmar a existência de cada vez mais praticantes
desta modalidade. Apesar deste sucesso foi fraca a participação
de skimistas estrangeiros neste evento assim como de inscritos
(9) na Divisão Principal onde Lino Curado acabou por
ser o vencedor. No europeu (novamente em França) 3
portugueses estiveram em destaque. Hugo Santos sagrou-se novamente
campeão tendo João Dinis e Filipe Santos conseguido
respectivamente os 3º e 4º lugares. |
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O apoio da Folha no Europeu de França
Foto de: Norberto Ferreira |
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O
ano de 2004 foi de grande sucesso para a nossa Marca, quer
no que se refere à venda de pranchas como nas outras
actividades que organizámos ou patrocinámos.
A Marca portuguesa patrocinou pela 1ª vez na sua História
várias competições em França (Circuito
Nacional de França e o Europeu onde vários skimistas
com o nosso apoio foram demonstrar mais uma vez a força
do Skimming nacional e da nossa Marca). Vários também
foram os Encontros (Guincho, Sta Cruz e Furadouro / Ovar)
e as Skimtrips (Espanha / Andaluzia) por nós organizadas,
com destaque para as viagens ás belas praias da Aldaluzia
com a alegre companhia dos nossos amigos espanhois (Andrés,
Rafa, José, Diego, Alberto, etc). Patrocinámos
ainda duas competições (Sta Cruz e Lagoa de
Albufeira) e organizámos, para espanto de alguns, o
1º Open de Skimming & Sk8 Longboard em Portugal.
O 2º Internacional da Folha Skimboards foi realizado
novamente na bonita praia da Lagoa de Albufeira / Sesimbra
e, com a ajuda de várias entidades locais com destaque
para a Câmara Municipal de Sesimbra, conseguimos um
feito surpreendente no elevado número de inscritos
(101). Esse sucesso foi particularmente visivel nos escalões
etários mais novos e em Femininos. Isto tudo com o
nosso esforço e determinação, sem termos
tido o apoio da Comunicação Social mais interessada
noutros eventos e em outros desportos, o que veio provar que
a Folha Skimboards não se limita a fabricar há
quase 20 anos pranchas de qualidade mas também em divulgar
e apoiar cada vez mais o Skimming de que tanto gostamos. |
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A Marca portuguesa ajudou ainda um skimista do Norte (João
Sousa) a realizar com muito sucesso o 1º filme português
de Skimming, chama-se “Naked Skim” e também
ele e o seu autor ficará na História desta modalidade.
O Skimming é um desporto em grande crescimento e, apesar
de não ter havido novamente provas oficiais organizadas
pela FPS (esperemos que alguns skimistas não se esqueçam
das atitudes que tomaram em relação a esta federação
em 2002), a competição entre todos tem aumentado
muito. No entanto pensamos, aqui na Folha Skimboards, que
competição é bom desde que não
pensem que é o mais importante na vida.
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Vista geral da estrutura do 2º
internacional de Skimming
Foto de: João Barreiros
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Podio
na prova de Stª Cruz
Foto de: André
Ribeiro |
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Miguel Santos
apesar de não competir há muito tempo, esteve
em destaque na prova de Sta Cruz
Foto de: André
Ribeiro |
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O
verdadeiro espírito saudável desta modadidade
(desde os primeiros anos da década passada) pode estar
em causa se algumas atitudes não mudarem, o que seria
uma pena pois esta modalidade de ondas, talvez por ser muito
marginalizada, sempre foi caracterizada por muita camaradagem
e amizade.
1ª Skim trip Espanha
Foto de: Andrés Rua
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O
ano de 2005 veio provar a muitas pessoas, ligadas à modalidade
ou não, que este desporto continua em grande crescimento
no nosso país e no estrangeiro com destaque para a
nossa vizinha Espanha. Surgiram novas marcas nacionais de
pranchas no mercado de pessoas anteriormente ligadas à Folha e
a importação de skimboards em maior
número de várias marcas americanas. Apesar
disto as competições foram poucas, com excepção
de algumas organizadas por pessoal de Stª. Cruz e do
internacional da Folha que teve
novamente cerca de uma centena de inscritos. |
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Internacional
Folha entrega de premios categoria Open
Foto de: Andrés Rua
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André Ribeiro ficou num excelente
2º lugar
no Internacional da Folha
Foto de: Andrés Rua
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Mais
uma vez a Federação Portuguesa de Surf esqueceu-se
do Skimming e das responsabilidades que tem para com
ele, mas isto é uma história que se vem repetindo ao longo
dos anos. O europeu de França não contou com o apoio
da marca portuguesa e foi pouca a participação de
atletas lusos. Venceu um francês já que Hugo Santos
(agora fora do Team Folha) não foi além
do 9º lugar. Valeu-nos o 2º lugar do skimista de Sesimbra,
Mega. A história repetiu-se na 3ª edição
do internacional da Folha com o Mega
a vencer e os atletas com mais prestígio a ficarem respectivamente
em 4º (Lino Curado) e em 9º (Hugo Santos). Foi a vitória
da nova geração e o surgimento de novos e talentosos
skimistas (ver reportagem em “Competições”).
Foi quase nula a participação de atletas gauleses
mas, em compensação, foi agradável e em maior
número a presença dos nossos amigos espanhóis
que demonstraram uma enorme evolução em relação
a 2004 e a sugerir que num futuro breve a modalidade talvez venha
a ser dominada na Europa pelos países da Península
Ibérica.
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Em 2006 a Folha Skimboards faz 20
anos de existência e promete um internacional ainda melhor,
dependendo dos patrocínios que conseguir angariar, e
muitas outras novidades. Esperem para ver e boas ondas.
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